Ele é malicioso e eu gosto disso. Na verdade não há muita coisa que eu não goste nele. Gosto do cabelo molhado após o banho, e da barba dois dias após ser feita, e o jeito que faz a minha pele arrepiar quando roça em meu pescoço. Gosto do jeito desajeitado quando me ajuda na cozinha, e da forma como sempre dá um jeito de me lambuzar inteira com algum ingrediente disponível. Gosto, quando ele me olha assim distraidamente, como que me devorando centímetro por centímetro fazendo arrepiar cada pelo do meu corpo. Gosto de observá-lo dormir e a maneira como o seu corpo relaxa. E sabe aquela mania chata de morder meu ombro quando eu to super concentrada lendo um livro? Pois bem, aqui vai, no fundo, eu amo esse jeito dele, de me puxar pra realidade, e me levar até ele. Os defeitos são enormes, mas esse texto não é pra isso. Ele diz que eu só faço isso, só vejo seus defeitos.
Mas, é porque esses são os mais fáceis de serem vistos no cotidiano. O que eu gosto, são dos detalhes, dos nossos, dos seus detalhes. Da maneira que ele tenta fazer um bom café, nas noites que eu sei que não vou dormir porque tenho muita coisa pra estudar, eu sempre digo que ficou ótimo (em sua maioria não é verdade), mas sempre tomo agradecida, por saber que tenho ao meu lado a criatura mais pirracenta do universo, mas que posso contar sempre, apesar das discussões. Passamos por mudanças, muitas ao longo desses anos e é incrível como nos mantivemos unidos, apesar de tudo o que enfrentamos. Mas quer saber o que eu mais gosto nele? É essa maneira nobre, gentil, errada e apaixonadamente linda de me amar. 


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