No espelho vejo refletida a minha bagunça. Sorrio ironicamente, lembrando-me das palavras da minha mãe: “Uma moça não dever ser bagunceira, nem bagunçada”. Sinto informa-lhe mãe, sou uma bagunça. Estou uma bagunça. Porém, vou lá, arrumo o cabelo, faço uma maquiagem, visto uma roupa confortável e adequada. Quem me vê, até pensa que sou a organização em pessoa. Está ai, a organização desejada por fora, mas, por dentro sou a bagunça que fica depois da passagem de um furacão, daqueles que não deixam, nada no lugar, carros, placas e casas, desses que faz os mares se agitarem e arrancam as árvores do seu lugar. Quem me olha, vê apenas uma leve brisa, a calmaria do meu sorriso, mas, para quem olha além, até consegue ver a profundidade no meu olhar. 



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