O meu corpo tornou-se sensível ao teu de tal modo que só de ouvir o teu nome desejo. Tornei-me prisioneira das tuas mãos, moradora do abrigo que há em teus braços. Faminta da carne dos teus lábios e sedenta pelo gosto da tua saliva. Ah, se tu soubesses como sou tua, não teimava em cobrar o que já é teu. Seriamos apenas a morada,o abrigo e a liberdade um do outro. 





    Eu te quis. Por um momento eu realmente te quis. Não pense que não demos certo por falta de querer. Acontece que a vida não é feita de impulsos, vontades passageiras e gostares instantâneos. É preciso muito mais que isso, é preciso tempo, pele, dar vazão ao desejo e ver até onde vai. Mas não tivemos isso. Fomos como aquelas velas de aniversário que queimam uma, duas vezes e mesmo insistindo em acender, sua chama dura pouco tempo. Nosso momento passou, nos perdemos e não fizemos mapas. Perdemos todos as rotas possíveis e só nos resta seguir, cada um o seu caminho, conhecendo e aprendendo com esses novos destinos. Aprendendo a gostar de outras pessoas, de outras formas e com outras intensidades. Seguimos, porque é esse o ritmo natural da vida.